Advogados autônomos, principalmente em início de carreira, podem sofrer na hora de conciliar as finanças pessoais e profissionais. Isso porque é muito comum que os profissionais comecem do zero, sem contatos ou um lugar certo para trabalhar, sendo necessário investir do próprio bolso e com pouco dinheiro.
A organização financeira se torna uma dificuldade nesse período. Em meio às contas da casa, a espera de um crédito judicial e muitas outras pendências, é comum (e até aceitável) confundir o que é fluxo de caixa da empresa x gastos pessoais.
Se você já teve dificuldade em lidar com os ganhos do mês, veja a seguir dicas para advogados autônomos que precisam gerir o financeiro com mais assertividade.
Planejamento financeiro pessoal vs profissional
Se você é profissional autônomo, o primeiro passo é separar os gastos pessoais dos profissionais. Mesmo que sejam contas do mesmo banco, é primordial encontrar formas para distinguir o que é provento do trabalho e o que é necessário pagar em casa.
Quando você, advogado, não separa os gastos, torna-se muito mais difícil entender se houve lucro com o seu trabalho ou se os ganhos estão servindo apenas para pagar as contas básicas do dia a dia.
O que você pode fazer: mantenha contas em bancos distintos e reserve mensalmente um valor específico para investir no desenvolvimento do escritório e na qualificação das atividades jurídicas.
Precificação de honorários
Se você é advogado autônomo, a cobrança de serviços pode se tornar um problema (o que não queremos que aconteça). Por isso, é importante que crie uma tabela de precificação para todos os tipos de trabalhos.
Quando se trata de um processo mais extenso e trabalhoso, vale abrir exceção pela mão de obra e estudo que esteve por trás do caso. Mas em outras ocasiões, siga um preço tabelado.
O que você pode fazer: use sites que precifiquem a hora/trabalho dos profissionais ou consulte orientações da OAB.
Previsibilidade de receita
Um grande desafio na vida do advogado autônomo é a variação de receita mensal. Isso acontece porque nem todos os meses existe o mesmo número de serviços, fazendo que o profissional tenha um ganho diferente a cada 30 dias.
Mas vale pontuar que todos os profissionais autônomos, nem só da área jurídica, passam pela mesma situação. Portanto, existem muitas formas de driblar esse problema com organização financeira.
O que você pode fazer: Faça planilhas com ganhos e gastos mensais, e crie uma previsão de receita. Aqui você baixa um modelo excelente para ajudá-lo.
Reserva de emergência e capital de giro
É fundamental que advogados autônomos saibam a diferença entre reserva de emergência e capital de giro. A primeira opção é um valor guardado para ocasiões não planejadas, que não irá interferir no pagamento de contas e na rotina financeira do negócio.
Em contrapartida, o capital de giro é tudo gasto para que o trabalho funcione. O pagamento de uma conta de luz do escritório, o valor recebido por um processo e mais, são situações que fazem parte desse valor que faz o negócio continuar de pé.
O que você pode fazer: Mantenha sempre uma reserva de emergência — nunca se sabe quando surgirão imprevistos na vida pessoal ou profissional. Exemplo, para calcular o valor ideal, some seus gastos fixos mensais e multiplique por 6. Calcule seus gastos fixos mensais e mantenha uma reserva de emergência equivalente a pelo menos 6 meses. Devido à imprevisibilidade da receita, especialmente para advogados com menor volume de honorários, essa reserva pode ser considerada o mínimo necessário.
O ideal é que essa reserva seja aplicada em produtos de alta liquidez, como fundos DI ou CDBs com liquidez diária, mesmo que tenham menor rentabilidade. O mais importante é que o valor esteja disponível a qualquer momento.
Organize-se para fazer aportes mensais e, aos poucos, atingir o valor necessário para cobrir os meses desejados com tranquilidade.
Antecipação de honorários como estratégia de fluxo de caixa
Advogados autônomos, principalmente os que estão em início de carreira, podem sofrer com a falta de dinheiro. Grande parte dos valores recebidos são reinvestidos no negócio, o que deixa as contas bastante enxutas tanto para a vida profissional como pessoal.
Uma boa estratégia é antecipar honorários advocatícios. A OAB permite esse tipo de serviço com prestadoras confiáveis, fazendo que advogados tenham o dinheiro do serviço antes mesmo de finalizá-lo.
O que você pode fazer: entre em contato com a JusCash e contrate o serviço de antecipação de honorários advocatícios.
Erros comuns e como evitá-los
Por fim, existem erros comuns na vida não só de advogados, mas de qualquer outro profissional autônomo. Jamais gaste o dinheiro antes de recebê-lo, como também esquecer de fazer as contas com periodicidade.
Como já citamos em outros tópicos, é fundamental que você faça planejamento financeiro com opções de reserva, fluxo de caixa e separação das contas pessoais.
Conclusão
No final das contas, você que trabalha como advogado autônomo deve se ater às seguintes situações:
- Planejamento dos gastos profissionais separado dos pessoais
- Uso de planilhas e demais anotações para criar previsibilidade nas contas
- Reserva de emergência para qualquer infortúnio
- Antecipação de honorários.
Com isso, a relação entre finanças pessoais e finanças profissionais fica muito mais harmônica e rentável. É uma ótima oportunidade para alavancar no mercado e ganhar destaque entre outros concorrentes.
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Este artigo foi realizado pela JusCash, empresa de antecipação de créditos judiciais